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PASSANDO A RÉGUA

  • Foto do escritor: Alvaro Nunes
    Alvaro Nunes
  • 13 de mai. de 2024
  • 5 min de leitura

Um título estranho, que significa, em termos populares, fechar uma conta, do que quer que seja. É isto mesmo que pretendo dizer, só que com a amplitude, nada mais nada menos, do que uma civilização, dentre tantas que já passaram pela Terra. Em resumo, vou falar de nós mesmos. Diante de uma limitada dimensão de tempo que é dada a uma geração para viver, as Eras precisaram de milhares de anos para decorrerem. Em comparação, lembrem quantos anos passam para um centimetro de uma estalactite ou estalagmite de uma caverna crescerem. Estou sendo ousado, pois não vou considerar raciocínios científicos, mas tão somente um pensamento assustadoramente humano.


Antes peço que escutem e reflitam sobre o que diz Lulu Santos, em sua talvez profética música ``Tempos Modernos``.




``Eu vejo a vida melhor no futuro

Eu vejo isso por cima de um muro

De hipocrisia que insiste em nos rodear

Eu vejo a vida mais clara e farta

Repleta de toda satisfação

Que se tem direito

Do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa

Que isso valha pra qualquer pessoa

Que realizar a força que tem uma paixão

Eu vejo um novo começo de era

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade pra dizer

Mais sim do que não, não, não

Hoje o tempo voa amor

Escorre pelas mãos

Mesmo sem se sentir

E não há tempo que volte, amor

Vamos viver tudo que há pra viver

Vamos nos permitir

Eu quero crer no amor numa boa

Que isso valha pra qualquer pessoa

Que realizar a força que tem uma paixão"


Depois deste indispensável exercício, solicito que olhem em volta, o mais amplo possível e vejam o que está acontecendo no planeta. Não preciso listar fatos e situações nos campos economico, político, social, climático e, especialmente, humano. É fácil concluir que vivemos tempos estranhos, para não dizer confusos, sinistros ou paradoxais, onde nos sentimos, no mínimo, perdidos e temerosos, bombardeados por uma mídia pouco ou nada confiável, redes sociais que nos trazem informações contrastantes ou duvidosas. Estamos à mercê de cúpulas de poder egoístas, mentirosas e maléficas, acrescendo a isto organizações secretas, das quais apenas ouvimos falar, já que atuam no breu das trevas, tentando manipular nossas consciências.

E cada um de nós, numa solidão que dói na alma, sem sabermos o quer pensar ou a que se agarrar, como um náufrago a procura de uma boia de salvação, em plena escuridão.

Isto é apenas uma introdução, um difícil momento de tentar ``amarrar as pontas`` para podermos prosseguir com coerência e clareza.

Em termos claros quero dizer que, como as Eras se sucedem – estamos no início da

Era de Aquário segundo os estudiosos – ouso sugerir que podemos estar, empiricamente falando, nos extertores da Era Humana neste planeta. Não estou me referindo a cataclismas nem à chegada por aqui de seres extraterrestres hostis, como num dramático final dos tempos. Mas sim que a geração de homens e mulheres talvez

seja a derradeira a viver na forma anárquica, instável, belicosa e assustadora em que estamos. Seríamos, por consequência, os depositários dos medos e incertezas do mundo, ou seja, os encarregados de ``passar a régua`` e fechar a conta da atual civilização. Como continuamos a não encontrar respostas para nossas dúvidas essenciais, quais sejam, de onde viemos, qual o nosso papel e para onde vamos ampliando nossa existência terrena efêmera e frágil. A angustiante dúvida que nos assombra, é se realmente poderíamos estar fechando um tempo, o da dimensão humana como é hoje, cabendo o consolo de que aqueles que tenham boa vontade possam deixar o terreno ao menos habitável, para a espécie que virá nos suceder.


Vamos considerar apenas algumas frases da canção acima, para clarear o raciocínio.


Eu vejo um novo começo de era

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade pra dizer

Mais sim do que não, não, não

Eu vejo a vida melhor no futuro

Eu vejo isso por cima de um muro

De hipocrisia que insiste em nos rodear

Eu vejo a vida mais clara e farta

Repleta de toda satisfação

Que se tem direito

Do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa

Que isso valha pra qualquer pessoa

Que realizar a força que tem uma paixão


Muitas pessoas, com maior ou menos credibilidade, propõem diversas teorias a respeito de quem poderá nos ``suceder``, o que tem sido muito pouco além de ficções científicas baratas ou supostas e frágeis visões delirantes ou ainda profecias de interpretação dúbia. Livros e livros estão empilhados com tais cogitações, um a um esgotando seu ``prazo de validade``.

Pessoalmente me parece válido cogitar que nossos sucessores já estejam entre nós, exatamente como somos, com a diferença de que possuem pendores e sentimentos superiores aos nossos. Nascem e crescem normalmente, com a grande faculdade de que parecem já trazer consigo conhecimentos superiores e diversos dos nossos. A lógica da geração que pode estar surgindo é diversa da convencional, sua comunicação nos parece, às vezes inintelegível, seus equipamentos e instrumentos de trabalho, mesmo similares aos nossos, são utilizados de forma diversa e criativa.

Outras áreas, como artes, cultura, entretenimento ainda estão se definindo, para trazerem valores produtivos, escoimando, aos poucos, representações nocivas e deletéreas. O modo de viver e de se relacionar está se estruturando gradativamente, afinal são novas pessoas que estão aportando aqui, em fase de adaptação. Levem em conta, porém, que pode se tratar de uma suave e sutil transição de habitantes no planeta. Há uma atual desordem generalizada em quase tudo, o que chamaria de ``vácuo de civilizações``.

Muito se tem estudado seriamente sobre crianças violeta, índigo, cristal, arco-íris, estelares e outras denominações. Não estou adentrando em quaisquer segredos de ocultismo, não é desta alçada o que tratamos. Porém, cada vez mais ficamos sabendo de crianças-prodígio, cada um de nós deve saber de algum caso, até mesmo em sua família. Estariam aí os nossos sucessores? Não nos cabe especular se vieram de outros planetas ou galáxias, tanto quanto não vamos aventar para onde a atual geração humana poderá ir. Se existe uma Inteligência Suprema e infalível, ela é objeto de pesquisa e de crença pessoal. O que importa é reconhecer que algo novo está acontecendo, a geração atual está sufocada. Então que ela possa se dedicar a refletir, procurar reparar os danos possíveis e preparar um ambiente mais propício para a missão destes sucessores que, acredito, já estejam por aí, para que lhes seja mais fácil consertar o que é necessário e construir uma sociedade renovada. É difícil admitir que podemos ser os últimos e eles os primeiros de uma civilização renovada. Eles vão crescer, estariam apenas chegando e nos compete observá-los, cuidá-los, quem sabe protegê-los até.

Nada nos pertence, daqui não levaremos nada, nossa consciência é o único legado

que podemos deixar.



 
 
 

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