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AMARGA DESCOBERTA?

  • Foto do escritor: Alvaro Nunes
    Alvaro Nunes
  • 13 de jun. de 2025
  • 4 min de leitura

Quero sugerir um passeio, digamos rememorando a partir deste século 21 apenas os anos que já se passaram. Mas este passeio trem um custo, que consiste em responder a perguntas simples: Você fez neste século algo diferente da sua rotina? Aprendeu alguma coisa nova? Fez novas amizades? Arriscou-se em algum novo empreendimento? Tomou cuidado de seu corpo e de sua mente? Conheceu novos lugares? Questionou seu dia a dia, se ele lhe agrada ou aprisiona?

Por ora bastam estas questões, pois tenho a certeza de que você deve ter formulado outras tantas em sua mente enquanto lia. Certo é que, de uma resposta trivial, você ter passado a reflexões cada vez mais profundas ou abrangentes. Afinal, em um quarto de século ocorreu tanta coisa entre ações e desistências, oportunidades foram aproveitadas ou deixadas de lado, movimentos de mudança ou atualização surgiram e outras coisas assim em sua vida. Perceba que tanto a tecnologia acelerou geometricamente quanto a sociedade vem mudando seus conceitos. Aparecem então duas novas questões: Estou atualizado com as novidades e mudanças? Prefiro me manter na segurança daquilo que já conheço?

Neste ponto o olhar sobre o passado recente poderá ser de satisfação ou de amargura. Afinal, o tempo passou sem ser percebido e vinte e cinco anos decorridos promoveram mudanças que podem ter nos impulsionado para frente ou estagnados em conceitos e hábitos que nos colocam numa realidade pobre, porque 25 anos passados nos fizeram assistir uma realidade em mudança contínua e este número nos acresceu em idade, bem como em limitações. Agora, fazendo o caminho para o passado, o que se acrescentou na vida, quais lacunas não foram preenchidas?


É certamente bom que valores e princípios essenciais sejam mantidos, como a coluna vertebral de uma vida, mas o corpo e a mente sentiram a passagem do tempo, não são mais velozes, aptos, corajosos e saudáveis como antes. Por exemplo, pode ocorrer que alguém que tenha auxiliado entidades para pessoas idosas, hoje passe a ser cliente delas.

Estamos transitando, queiramos ou não, pelo fim de uma Era, que vem mudando todos os paradigmas, fazendo cada dia ser mais surpreendente, para o bem e para o mal. O que nos foi dado está passando com naturalidade. Depois do inventário pessoal deste quarto de século vá se completando, decepções, desistências, arrependimentos, imobilismo serão o peso daquilo que deixamos em branco ou não aproveitamos. Este raciocínio poderá até ser depressivo, muito embora, por outra ótica, podemos ter nos livrado de perigos e erros, considerando o momento atual de violência, mentiras, exageros, lideranças tresloucadas que tanto nos assustam. Parece estarmos passando por um período em que nossa nave-Terra está sem rumo e diante de perigos constantes. Não são só as guerras declaradas, mas outras invisíveis que grassam nos países, na sociedade, nas empresas e até nas famílias, que nos causam sobressaltos e muito medo.

Mas, devemos crer que poderemos fruir do futuro, dia após dia. Quero indagar como foi o seu dia de hoje. Se foi cauteloso e produtivo, já é um bom sinal. Mas, como será amanhã? Na velocidade atual da informação e do consumo induzido, acumulamos tantas idéias sugeridas por uma sociedade em convulsão quanto objetos que adquirimos até de forma irrefletida, que se faz necessário avaliar se poderemos usar ou nos desfazer deles. Exemplificando, o que uma criança, ainda não-alfabetizada, irá fazer com o celular que colocaram em suas mãos, sob o pretexto da rapidez e da modernidade? No outro extremo, o que será de uma pessoa mais idosa, incapacitada pelo modernismo? Isto é só para pensar…


Se tivermos serenidade e equilíbrio, é provável que o amanhã possa ser melhor. Como sugestão, experimente novos caminhos, cultive o quanto possivel seus aprendizados, se surpreenda com algo novo que esteja ao seu alcance, remodele seu corpo já um tanto cansado, tenha idéias simples e as ponha em andamento, experimente outras opções, cultive novas companhias e retome as antigas, que você não procura faz tempo. Não deixe os reencontros apenas para velórios, o risco da solidão aumenta com o passar do tempo. O que você imagina para a frente que não fique no campo dos projetos e intenções, comece a realizá-los, começando já amanhã. Alguma coisa vai lhe chamar atenção, lhe dará vontade e força para entrar em ação. Mas evite a precipitação e o perfeccionismo. Não será fácil fazer este exercício diário, porém as gratificações virão, de imediato ou um pouco mais adiante. Antes de tudo, tenha o cuidado de avaliar seu estado físico e mental, eventualmente precisamos de ajuda.

O futuro deverá ser melhor que os dias passados, nos quais quase nada foi feito, nem para si nem para os outros. Afinal, apesar dos obstáculos e limitações, a vida está aí para ser experimentada em suas possibilidades. Novidades e surpresas fazem parte dela e estamos aqui para aprender e evoluir e não para triunfar sempre. Melhor tentar dias novos e deixar de ser um espectador apenas.

O futuro é o que temos, portanto cabe experimentá-lo, arriscar-nos em novas vivências, que nos acrescentem realidades novas. Aliás, elas já podem estar aparecendo, quer ver?



 
 
 

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